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Vagner Molina e algumas lições aprendidas com “O Monge e o Executivo”


Quando iniciei o projeto em 2007 de produzir a Peça Teatral “O Monge e o Executivo”(omongeeoexecutivo.com.br), não poderia imaginar jamais as inúmeras lições de vida, amor, relacionamentos, caráter, paciência, e principalmente de ver e participar na mudança ou transformação de tantas pessoas, empresários, executivos, gerentes, estudantes, pessoas simples mas com coração abundante de graça e sabedoria irretocável.

Mal sabia em 2007 que esta transformação começaria na minha própria vida. Em Outubro de 2008 na presença de 400 pessoas, pela primeira vez no Brasil acontece uma adaptação para o teatro fiel a um livro, autorizado e assinado pelo próprio autor. Quando penso que até o momento quase 60.000 pessoas assistiram, só posso resumir numa única palavra: MILAGRE.

Permita-me relatar um pouco deste aprendizado…

O texto original do livro “O Monge e o Executivo” conta a experiência de um líder que era resistente e auto-suficiente. No Brasil ainda há muitos líderes assim. Sim. E muitos mesmo! Resistentes a mudanças, a quebra de paradigmas, centralizadores e sabem tudo.

O estilo autoconfiante talvez possa, mais uma vez, causar impacto perante as outras pessoas da organização, especialmente quando estiverem apenas iniciando sua carreira na companhia. De maneira geral, estes profissionais precisam ter em sua equipe pessoas que os auxiliem na administração de suas agendas e organização dos papéis e fluxo de trabalho.

O que eu mais encontro? Muitos, ou a maioria, não sabe distinguir o que é gerenciar e liderar.

Com a experiência de anos, descobrimos que Gerentes focam em resultados, comandam, expressam suas opiniões e, em geral, são seguidos porque são chefes. Líderes, por sua vez, buscam atingir seus resultados por meio das pessoas, inspiram, ajudam a formar opiniões e são seguidos porque acreditamos neles. Líderes são iniciadores, influenciadores, motivadores e SERVIDORES. Líderes criam a visão e são inspiradores. São características que fazem muita diferença dentro das Organizações.

Você só pode mudar algo ou comportamento quando for colocado em prática. As pesquisas mostram que menos de 10% mudam de fato seu comportamento em consequência de treinamento.

Ministro palestras e treinamentos em todo Brasil e costumo dizer que me preocupo quando chega a “segunda-feira”, ou seja, o que farão as pessoas que participaram do “palestra / workshop / seminário/ treinamento” na segunda-feira? Que atitude terão na empresa, com amigos, com familiares? E o investimento da empresa?

Na própria empresa não é comum ter um trabalho de acompanhamento da aplicação do que foi aprendido e como consequência não sabe-se os resultados na vida do próprio profissional. O que fará a diferença é colocar em prática no dia a dia e avaliar-se constantemente.

O tratamento sobre este assunto chama-se praxis, que é visto no livro.

Enquanto que no ensino uma lição é apenas absorvida a nível intelectual no decurso de uma aula, as ideais são postas à prova e experimentadas no mundo real, seguidas de uma contemplação reflexiva. Desta maneira, os conceitos abstratos ligam-se com a realidade vivida. A práxis é usada por educadores para descrever um panorama recorrente através de um processo cíclico de aprendizagem experimental.

Muito se fala em liderança, mas o que vemos são sempre os mesmos conceitos baseados nas teorias de estudiosos de décadas atrás, que são aprendidos nas faculdades e até nos treinamentos que tem o assunto como temática. Mas será que esses conceitos ainda geram resultados?

Nós deparamos com uma nova tendência de liderança que certamente será o modelo mais utilizado nas próximas décadas, a liderança servidora ou situacional. Esse modelo vem ganhando força a cada dia nas organizações e na vida de executivos de alta direção das mais variadas empresas.

O maior propósito dessa liderança é ajudar a sua equipe a se desenvolver, é estar mais preocupado em servir os seus liderados, do que apenas dar ordens. É aquele que percebe que o seu sucesso depende diretamente de sua equipe.

Pensando e agindo assim, recebe mais retornos que os outros tipos de liderança. Trata-se de um líder espiritualizado, que ajuda em vez de ser servido e acima de tudo é ético.

Esse conceito refere-se ao propósito de ajudar as pessoas de sua equipe a se desenvolverem junto à empresa e pessoalmente. É colocar seus liderados como item principal de suas preocupações.

Nesse sentido busca o bem estar pessoal e profissional de cada membro, agindo contrariamente aos modelos em que o líder está para ser servido e dar ordens. Nessa nova realidade, o líder torna-se mais um membro da equipe e deixa de lado aquele antigo conceito de que líder está no topo e apenas observa os outros trabalharem.

Quando se busca ajudar as pessoas, elas por retribuição tornam-se parceiros, e é esse o grande trunfo do líder servidor, é fazer com que todos os membros da equipe percebam que ambas as partes, líder e liderados, são peças do mesmo quebra-cabeça e que juntos se complementam. É fazer uso do “amor”.

Na liderança, amar significa ajudar ao outro a se tornar alguém melhor, sendo esta a base da liderança servidora/situacional. Embora muitos executivos não aceitem ou ainda não tenham assimilado esse conceito, já é fato que traz mais retornos que os antigos modelos. O amar a que se refere não aquele de pai para filho, de mulher para marido, é um amar ao próximo, ensinamento de Jesus que parece estar sendo inserido nas organizações de forma a ser mais um elemento motivador em busca de mais e melhores resultados. Muitas empresas e alguns líderes já perceberam essa nova forma de gerir pessoas, que está levando grandes organizações ao sucesso.

Nossos relacionamentos devem ser regados pelo amor, ele nos ajuda buscar a justiça e a verdade nas nossas relações, nos faz mais bondosos, compreensivos, pacientes, nos ensina aceitar e suportar uns aos outros. Não nos faz interesseiros, nem inconvenientes, e nem deixa que a soberba, a inveja e a desconfiança estraguem nossas amizades.

Relacionar-se é conhecer o outro. Ajuda-nos a identificar objetivos comuns, a trabalharmos juntos, a avaliar princípios, valores e até mesmo terminar relacionamentos que não promovem edificação ou crescimento. Precisamos fazer escolhas importantes como com quais pessoas vamos investir mais tempo da nossa vida, com quem vamos nos envolver mais profundamente. Estas decisões são importantes! Infelizmente, muitas pessoas se frustram por assumir compromissos com pessoas sem conhecê-las de verdade, por causa de relacionamentos superficiais, e não se realizam.

A humanidade fez grandes progressos nos últimos anos. Podemos, hoje, viver mais tempo do que nossos ancestrais; voar mais rápido que a velocidade do som e ter acesso ao mundo inteiro a partir de um teclado de computador. Mas enquanto tivemos progressos em algumas direções, parecemos ter regredido em muitas outras.

Considere o seguinte:

  • Desde 1960, houve um aumento de 560% de crimes violentos.
  • A taxa de divórcio triplicou.
  • A taxa de suicídio entre adolescentes aumentou 200%.
  • 6.000 pessoas em torno do globo contraem HIV todos os dias.
  • Cerca de 750 milhões de pessoas sofrem de fome crônica.

Infelizmente, a lista poderia continuar. Por exemplo, nas décadas recentes, testemunhamos um número recorde de guerras mundiais. Se a humanidade é o próprio Deus, parece que não está fazendo um trabalho muito bom. Mesmo com uma altíssima tecnologia, ainda temos crime, divórcio, conflitos raciais e fome imposta pelos governos. Desta forma, não seria ótimo ter um Deus que é maior do que a humanidade, um Deus que tem a capacidade de nos levar além de onde podemos ir sozinhos?

Aprendi que o meu relacionamento com Deus está acima de tudo. Só posso conhecê-lo melhor se relacionar-me com Ele.

Se você pensar em uma importante tarefa ou projeto que você completou, provavelmente lembrará a sensação de trabalho cumprido que você tinha quando tudo foi terminado.

Poderia haver um Deus que criou sua vida com propósito e que pode guiar você para viver esse propósito? Sim. O Deus da Bíblia pode. O benefício de conhecer Deus, em suas palavras, são: “amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio”.

ABECEDÁRIO DO MONGE E EXECUTIVO

A – Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

B – BONDADE

C – CARÁTER

D – DOMÍNIO PRÓPRIO

E – ENTREGA

F – FIDELIDADE

G – GENTILEZA, GENTIL

H – HUMANO

I – INFLUENCIADORES

J – JUSTIÇA

L – LEGADO

M – MANSIDÃO

N – NÃO CONFORMAR-SE EM SER SIMPLESMENTE “MAIS UM”

O – OBEDIÊNCIA

P – PACIÊNCIA

Q – QUERER MUDAR

R – RELACIONAMENTO

S – SERVIDOR

T – TEU AMOR

U – UNIDADE

V – VISÃO

X – XINGAR

Z – ZELAR

Pense nisso e boa semana!


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